A cidade de São Bento do Sapucaí encontra-se na Serra da Mantiqueira, sendo um município brasileiro pertencente ao Estado de São Paulo, mas que situa-se entre terras do Estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 22º41’20″ sul e a uma longitude 45º43’51″ oeste, estando a uma altitude de 886 metros. Sua população estimada em 2004 era de 11.207 habitantes.
São Bento do Sapucaí é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo Estado de São Paulo por cumprir determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Repleta de lugares pitorescos, o ponto turístico mais conhecido é a Pedra do Baú. Com cerca de 300m de altura e 1950 metros acima do nível do mar, o visitante pode subir a pedra através de degraus e grampos que são chumbados com cimento à furos na rocha. Há duas escadas: a da face voltada à cidade de São Bento é mais íngreme, mas oferece o melhor visual. A face voltada para o bairro do baú é mais serpenteada e por vezes fica úmida por conta da vegetação.
A Pedra do Baú se encontra em uma composição rochosa, acompanhada de duas outras formações próximas: Bauzinho e Anachata. A pedra do Bauzinho é acessível por carro, em sua base há um estacionamento. A menos de 10m do estacionamento já é possível vislumbrar a beleza da paisagem, o ar frio da Serra da Mantiqueira e a imponência da Pedra do Baú.
Origem dos Habitantes: índios e bandeirantes
A história de São Bento do Sapucaí, remonta ao tempo do bandeirantismo, quando os paulistas de Taubaté galgavam a Serra da Mantiqueira e, pelo caminho velho do sertão, seguindo o curso do Rio Sapucaí, alcançavam as regiões auríferas das Minas Gerais.
Gaspar Vaz da Cunha, o Oyaguara, foi um dos primeiros a se fixar no Vale do Sapucaí e após ele muitos subiram a Serra e aqui se estabeleceram em vastas fazendas, onde desenvolveram a criação e o comércio de gado na região, apesar das acirradas disputas pelo domínio da terra conquistada pelos paulistas com os moradores da capitania de Minas Gerais.
Dentre esses fazendeiros destacou-se José Pereira Alves, que fundou a cidade no ano de 1819. Era natural do Rio de Janeiro e morador de Pindamonhangaba. Adquiriu terras da região do Sapucaí-Mirim e se instalou com os familiares e escravos.
Contando já o povoado com cerca de 270 pessoas divididos em grupos, fazia-se sentir a necessidade de um padre que lhes ministrasse os sacramentos e de uma igreja para se reunirem na celebração a religião. José Pereira Alves, interpretando o sentimento dos sertanias, doou terras para construir uma capela e trouxe de Pindamonhangaba o Padre Júlio Velho Columbreiro, que benzeu o local onde se acha hoje a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, colocando ali a cruz da Redenção e uma bandeira com os dizeres: “Nossa Senhora Mãe dos Homens comovei os maus corações”. Mas o vigário de Pouso Alegre, Padre José Bento de Melo, frustou-lhe os intentos, arrancando a cruz e a bandeira e levando preso o padre Columbreiro. Pereira Alves não se deu por vencido e mandou que se iniciasse a construção da capela, mas teve que sustar o trabalho para manter a paz e o sossego com os conflitantes mineiros.
Serenados os ânimos, ele e sua esposa, Dona Ignez Leite de Toledo, doaram uma grande extensão de terras para ser erguida uma capela em louvor a São Bento, cuja imagem achava-se na capela da Guarda Velha, um pouco distante do povoado.
No dia 03 de fevereiro de 1832, o padre Manuel Alves Coelho, de Pindamonhangaba, aqui chegou e tomou posse de seu rebanho, fazendo o primeiro batizado numa casa particular, enquanto se construía a igrejinha para a qual foi transladada definitivamente a imagem de São Bento, vinda da Guarda Velha. A atual matriz só foi construída por volta de 1853.
Durante muito tempo teve-se como data de fundação o dia 3 de fevereiro de 1828, sendo seu centenário comemorado solenemente no ano de 1928. Posteriormente, adotou-se a data de 16 de agosto, data da elevação a categoria de Freguesia, no ano de 1832. Tempos depois a Freguesia passou a Vila, em 16 de abril de 1858, e quase uma década posterior, mais precisamente em 30 de março de 1876, tornou-se Cidade pela Lei nº 48, transformando-se em Estância Climática pela Lei Estadual de 26 de janeiro de 1976. O nome da cidade e do município está ligado ao Rio Sapucaí, que, na linguagem indígena, significa “rio que grita”. Logo foi escolhido o santo padroeiro do município, São Bento, fundador da ordem dos Beneditinos, em franca expansão no Brasil na época da fundação da cidade.
Há também a versão tradicional e popular que diz ter sido São Bento, o santo escolhido como padroeiro do lugar em virtude da proliferação de cobras venenosas na região, por sugestão dos escravos e colonos. A festa do padroeiro é celebrada no dia 11 de julho a e cada ano ganha maior brilhantismo. A Emancipação Política / Aniversário de São Bento do Sapucaí é comemorada todo 16 de agosto.
Das lendas são as mais comuns: as do Saci, Mula sem cabeça, Assombração, Corpo Seco e as da Pedra do Baú.
Parte importante do folclore da cidade é o Carnaval. Documentos antigos nos dizem que era denominado “Saraus à fantasia” , logo no início do povoado. Por volta de 1890, já existiam os grupos carnavalescos, sujeitos à rigorosa legislação da Câmara Municipal da Intendência, que os obrigavam a portarem cartão de identificação e lhes proibia qualquer abuso, usando a justificativa de se acharem mascarados.
Sabe-se ainda que eram usado carros de bois para o carnaval de rua em épocas passadas. Os mesmos eram decorados em forma de castelos, pirâmides e navios, sendo que este último levava a banda de música, com seus componentes vestidos de marinheiros.
Há mais de um século, surgiram as figuras do Zé Pereira e da Maria Pereira, bonecos gigantes inspirados no folclore nordestino. Sua introdução no carnaval sambentista se deve à família Cortêz, João e Antônio Cortêz principalmente. Até hoje esses bonecos fazem a alegria das crianças e visitantes, no período carnavalesco, sambando e desfilando pelas ruas da cidade. Já está se tornando tradicional o carnaval de rua, com desfile de blocos e conjuntos de músicas carnavalescas que fazem o baile de carnaval na praça.
Pontos Turísticos
* Pedra do Baú * Cachoeira dos Amores
* Pedra do Bauzinho * Cachoeira do Toldi
* Pedra Ana Chata * Cachoeira das Morenas
* Vale dos Serranos * Cachoeira do Baú
* Pedra da Divisa
* Pedra da Balança
Geografia
Possui uma área de 279 km². A densidade demográfica é de 44,60 hab/km².
São Bento do Sapucaí abriga um dos pontos mais altos do estado de São Paulo, o complexo do Baú, que é formado por três montanhas de pedra: Bauzinho, Pedra do Baú (1950m) e Ana Chata. O local é visitado por muitos turistas durante todo o ano.
Vocação:
Turismo Natural e Cultural.
Coordenadas Geográficas:
Latitude: 22º 41′ 15″ S
Longitude: 45º 41′ 15″ W
Distâncias:
São Paulo – 209 km
Campos do Jordão – 35 km
Camanducaia – 68 km
São José dos Campos – 80 km
Acessos:
BR 116 – Rodovia Presidente Dutra
SP 123 – Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro
SP 46 – Rodovia Osvaldo Barbosa Guisard
SP 50 – Rodovia Monteiro Guisard
SP 42 – Rodovia Vereador Júlio da Silva
MG 173 – Rodovia que passa pelo município de Sapucaí Mirim
Limites:
Campos do Jordão, Santo Antonio do Pinhal, Sapucaí Mirim, Gonçalves e Paraisópolis
Clima:
Subtropical
Topografia:
Montanhosa
Hidrografia:
Sapucaí, Ribeirão do Paiol e Ribeiro do Baú
Números Gerais
Fundação: 1819
Altitude: 886 m
População: 11.207 habitantes
Homens: 5.247
Mulheres: 5.108
Urbana: 4.627
Rural: 6.580
Área Total: 279 km²
Densidade Demográfica: 41,34 hab/km²
CEP: 12490-000
DDD: 12
